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Gê-Questa apresentou Plano de Actividades para o biénio 2002-2004

Aproximar a associação à comunidade e revitalizar o espaço do Forte Grande de São Mateus são duas grandes metas que a recém-eleita direcção da Gê-Questa, presidida por João Paulo Bettencourt da Silva, estudante de Engenharia do Ambiente na Universidade dos Açores, quer cumprir nos próximos dois anos.

Na base do projecto estão duas grandes apostas: a criação de um Centro de Estudos do Mar e de um núcleo de Campismo/Montanhismo e Actividades de Exploração da Natureza. A apresentação pública do plano de actividades para o biénio 2002/2004 aconteceu no dia 23 de Maio.

 

 
 

Mobilizar a população local pela causa ambiental

Durante os próximos dois anos, João Paulo Bettencourt da Silva assume os destinos da associação de defesa ambiental Gê-Questa.  O novo presidente fala nos projectos e nas actuais preocupações ambientais que afectam a ilha

A União (a.U.) Qual a linha orientadora da nova direcção?

João Paulo Bettencourt (J.P.B.) – O objectivo principal desta nova direcção passa essencialmente por fazer com que a população se identifique com a Gê-Questa na defesa das causas ambientais. Como conseguir isso? Primeiro vamos tentar criar uma maior ligação entre a população e os vários planos de ordenamento e estudos de impacto ambiental. É preciso que haja um envolvimento precoce das populações nestas grandes decisões de ordenamento que as afectam.

a.U. Envolvimento precoce em que sentido?

J.P.B. – O que temos assistido, quase sempre, na estruturação destes planos é que as intervenções surgem muito tardiamente e os espaços para discussão pública são poucos e sem participação. É preciso alertar as pessoas que a contestação deve existir nas devidas alturas e não depois do projecto estar concluído. Também há falta de informação, e aí vamos tentar fazer chegar às populações, o mais depressa possível, todos os dados necessários.

a.U. Que projectos assumem para os próximos dois anos?

J.P.B. – Temos dois projectos principais: a criação de um Centro de Estudos do Mar que visa proporcionar e promover o conhecimento e com ambientes marinhos. Na prática, isto passa pela realização de exposições temáticas – contamos ter algumas a tempo inteiro, como uma Sala de Aquários, onde serão recriados alguns ambientes marinhos dos Açores, virado para a educação ambiental dos mais novos e para o turismo–, colóquios e conferências, principalmente no Verão, uma vez que temos um espaço privilegiado no Forte Grande em São Mateus. Pretendemos estabelecer protocolos com a Universidade dos Açores, especialmente com o Laboratório de Ciências Marinhas, na Praia da Vitória, e com o Departamento de Oceanografia e Pescas.

Além deste, temos um outro projecto, mais virado para terra através do Núcleo de Campismo/Montanhismo e Actividades de Exploração da Natureza. Aqui vamos tentar dar a conhecer os ambientes naturais terrestres pela organização de caminhadas e exposições temáticas também.

a.U. – Além deste projectos, a actividade fiscalizadora é fundamental na vossa acção?

J.P.B. – O essencial é continuar a fiscalização ambiental. Isso também é uma prioridade da Gê-Questa. As entidades oficiais encarregadas desse serviço têm muitas falhas. Sabemos que a delegação do ambiente só tem um funcionário para essa área. Achamos que há pouca fiscalização e, nalguns casos, ela não se centra no essencial. Na base desta falta de fiscalização temos a ideia que estão razões financeiras.

a.U. – E políticas também ?

J.P.B. – Não sei. Talvez.

Hotelaria com que saneamento?

a.U. – Quais as actuais preocupações ambientais da Gê-Questa?

 J.P.B. – Dado o nosso carácter de Associação de âmbito voluntário, temos algumas dificuldades em abranger todos os problemas ambientais que existem de momento. Concentramo-nos em alguns, o que não quer dizer que não estejamos em alerta para outros. Além da questão do ordenamento do território, da ocupação indevida da orla costeira, também o crescimento do investimento hoteleiro é uma preocupação. Nesta questão, veio agora a público a confirmação das preocupações da Gê-Questa. Isto é um processo que já se arrasta desde 1999 e desde então a Gê-Questa interveio activamente. O hotéis ocupam um espaço que é de domínio público marítimo. Essa é apenas uma das razões, embora não seja a única.

a.U. – Que outras razões existem?

J.P.B. – No fundo, começou-se a construir a casa pelo telhado. A cidade avançou para grandes obras, com grande impacto, sem se ter um Plano Director Municipal (PDM) que iria prever a ocupação ordenada dos solos. Existem certas obras que parece que surgem conforme o gosto pessoal de quem está à frente do executivo camarário. Em Angra, até surgir o PDM, vai se  aproveitar para serem feitas mais obras que se calhar, com um PDM bem feito, seriam evitáveis.

a.U. – Os dois novos hotéis eram obras evitáveis?

J.P.B. – A Gê-Questa não é contra os hotéis, mas as localizações nem sempre são as mais correctas. É preciso ter consciência ambiental, bom senso, e respeitar certos princípios.

a.U. – Uma das grandes batalhas da Gê-Questa foi a denuncia do mau funcionamento da ETAR, esse propósito é para continuar?

J.P.B. – Sim, concerteza que vamos continuar porque é um problema grave que temos enquanto não tivermos as ETARes a funcionar devidamente. Agora temos uma outra preocupação. De momento, estamos a tentar obter alguma informação junto das entidades competentes acerca do saneamento básico dos dois hotéis. Não sabemos que tipo de saneamento é que têm, se vão ser inseridos na rede pública de Angra, que vai acabar na ETAR –e aqui desconhecemos que impacto poderá ter, se a ETAR estará preparada para receber este acréscimo de caudal – se vão optar por fossas sépticas, ou outro sistema. Por agora, estamos à espera de esclarecimento porque são preocupações importantes.

De olhos postos no ordenamento da orla costeira

O recém eleito presidente da Gê-Questa faz parte da comissão de acompanhamento do Plano de Ordenamento da Orla Costeira da ilha Terceira, o POOCIT. Neste campo, João Paulo Bettencourt refere que estão alerta para determinadas infracções nesta área: “já fizemos algumas recomendações neste sentido, agora vamos esperar para ver como se desenrola o Plano que tem várias fases, como qualquer plano de ordenamento: caracterização e diagnóstico, estudo prévio, proposta de plano e, por fim, plano definitivo. As etapas, garante o responsável, serão sempre acompanhadas pela Associação Ambientalista junto da comissão.

Para João Paulo Bettencourt, o modo como se está a estruturar o POOC terceirense é inédito e abre um precedente positivo nos instrumentos de ordenamento locais: “isto representa uma novidade nos planos de ordenamento que são feitos na Região, porque ao longo da execução deste Plano, haverá intervenção da população e de diversos agentes”. Neste âmbito, garante, a associação assume papel fundamental: “a Gê-Questa espera servir de interface de ligação entre a população e a equipa que executa o plano”. Para tal, estão previstas reuniões e sessões de esclarecimento com as assembleias das freguesias costeiras de toda a ilha Terceira. A par destas, também serão veiculadas informações saídas das reuniões da comissão. Aliás, estas são algumas da conclusões que João Paulo Bettencourt adiantou à “a União” e que serão transmitidas logo à noite, na sede da Gê-Questa, para todos os interessados.

Ocupação desenfreada da costa

No topo das preocupações da Gê-Questa, surge a ocupação desenfreada da orla costeira e descargas de afluentes: “estas são duas situações que esperamos ver resolvidas com o Plano Regional da Água e com o POOCIT”. Existem casos concretos que João Paulo Bettencourt não hesita em relatar: “temos uma Zona de Protecção Especial nas Contendas, devido ao habitat de aves que aí existe, na qual sabemos que houve alguns licenciamentos para construção de moradias e que foram aprovados. Na altura, informa, a Gê-Questa alertou para a situação, mas os licenciamentos já estavam feitos e as obras avançaram. Este é apenas um dos exemplos, refere o presidente da Gê-Questa, do desrespeito que existe pela causa ambiental na Região.

Engenheiro na defesa do ambiente

Natural de Angra do Heroísmo, João Paulo Bettencourt da Silva, 25 anos, é o nome que assume a presidência da Associação ambientalista Gê-Questa. Actualmente, aluno do 4º ano de Engenharia do Ambiente, na Universidade dos Açores, é a primeira vez que João Paulo Bettencourt faz parte activa de uma associação do género. Na altura de aceitar o convite, ficou dividido perante as responsabilidades: “achei interessante e considerei um desafio, mesmo para o meu futuro enquanto engenheiro do ambiente, mas estava um pouco de pé atrás, devido à minha falta de experiência neste tipo de Associações, mas agora já tenho bem a noção do trabalho que há para fazer”, refere.

O novo corpo directivo é composto por Tiago Resendes (vice-presidente), Jorge Tiago Martins (secretário), João Paulo Ávila (secretário), Ana Teresa Rocha Alves (tesoureiro). Na Assembleia geral está Victor Medina, Lídia Barros e Eulália Bendito, e no Conselho Fiscal, Isabel Armas, Valentina Santos e Graça Santos.

 

 
   

Conflitualidade e Cidadania

Hoteis, Queixas e Protestos

Só uma cultura de alheamento das responsabilidades cívicas possibilita que se confundia participação com contestação destrutiva ou ainda, conflitualidade com bloqueio do progresso. Qualquer acção comporta conflitualidade, e se os cidadãos não se apercebem é porque fica encerrada ao nível da não participação pública, facilitando a inconfessável negociação de interesses.

( Texto )

Terceira não tem ordenamento do território

 Diário Insular – Qual é o nível de participação de pessoas com preocupações de natureza ambiental em associações como a Gê-Questa?

 João Paulo Silva – As associações de defesa do Ambiente são organizações que têm uma perspectiva diferente das diversas questões em relação às entidades oficiais que muitas vezes não funcionam da forma como deveriam por razões diversas. As pessoas envolvidas em associações ambientais preocupam-se com as questões ambientais, dando o seu contributo com opiniões e ideias e tentam, de certa forma, representar a população.

entrevista de João Paulo Silva ao Diário Insular de 22 de Fevereiro de 2002

( Texto )

Dá que pensar!

 É com enorme preocupação que sinto necessidade de escrever, em forma de desabafo, acerca dos graves problemas de Ambiente a que tenho vindo a assistir na ilha Terceira. Para quem ler estas linhas, o meu objectivo é chamar a atenção para alguns assuntos que dão que pensar. Para ordenar (uma palavra que eu gosto) minimamente este pensamento, e tentar fazer um texto simples, resolvi tocar em três pontos que me preocupam muito, nas áreas do ordenamento do território e da fiscalização ambiental:

João Paulo Silva ( in Diário Insular 21 de Fevereiro de 2002 )

( Texto )

Depósito de gaz no Jardim Público de Angra

 ... parece-nos estranho um investimento da responsabilidade duma empresa privada utilizar terrenos públicos para os seus empreendimentos.

( Texto )

     
 

Árvores nas Cidades

Compreendendo e conhecendo o problema com os álamos da ladeira de S. Francisco gostaríamos, todavia, de expressar alguns comentários que nos parecem oportunos.

( Texto )

 
     
 

PARQUE DE COMBUSTÍVEIS DA PRAIA DA VITÓRIA

Parece ser unânime, pelo menos entre os terceirenses, a necessidade de se construir o Parque de Combustíveis da Praia da Vitória. Todavia, não podemos ser ingénuos ao ponto de pensarmos não existirem quaisquer impactes negativos devido à existência daquela infraestrutura. Nada na vida tem só vantagens ou inconvenientes...

( Texto )

 
     
 

Jovens Repórteres para o Ambiente

A escola Básica do 3º C/S de Vitorino Nemésio está empenhada no projecto “Jovens Repórteres para o Ambiente” e  participou  num Seminário Nacional que decorreu em Lisboa  e cujo principal objectivo foi o de pôr a funcionar metodologias relacionadas com a investigação ambiental, com o jornalismo e com a Internet.

Veja a reportagem do Seminário Nacional aqui

 
     
 

"Turismo é  bomba ambiental"

Entrevistas de Márcia Santos ao jornal Diário Insular  ( Texto )

 
     

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
     
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